Comece pelo diagnóstico da dívida
Antes de negociar, a empresa precisa saber exatamente quais contratos compõem a dívida, quais parcelas estão vencidas, quais garantias foram oferecidas e quais obrigações continuam vigentes.
Negociar sem esse diagnóstico pode levar à consolidação de diferentes débitos em uma nova operação sem que seus efeitos sejam compreendidos por completo.
Organize os documentos
A documentação ajuda a comparar o que foi contratado com o que está sendo cobrado e com o que está sendo proposto na renegociação.
- Contratos e aditivos
- Extratos e demonstrativos da operação
- Planilhas de evolução do débito
- Comprovantes de pagamentos já realizados
- Documentos de garantias
- Proposta formal de renegociação
Observe as garantias pessoais
É comum que operações empresariais envolvam aval, fiança ou outras formas de garantia. Em uma renegociação, essas responsabilidades podem ser mantidas, ampliadas ou substituídas.
Por isso, a decisão não deve considerar apenas a empresa. Também é necessário entender os efeitos da nova obrigação sobre os garantidores e sobre o patrimônio relacionado à operação.
Negociação precisa caber na realidade da empresa
Uma renegociação sustentável precisa dialogar com a capacidade real de pagamento. Assumir uma parcela incompatível com o fluxo de caixa pode gerar nova inadimplência e reduzir o espaço para uma solução posterior.
A análise jurídica pode ser combinada com a leitura financeira da empresa para que a negociação seja conduzida com mais informação.
Este conteúdo possui caráter informativo e não substitui análise jurídica individual. Documentos, contratos e circunstâncias específicas podem alterar a avaliação de cada situação.